quinta-feira, 29 de agosto de 2013




The Manhattan Transfer é o nome de um famoso romance de John Dos Passos que foi adotado pelo gurpo que surgiu através de Tim Hauser e Jim Croce em Nova York no ano de 1969. O primeiro núcleo do Manhattan Transfer, incluía Marty Nelson, Erin Dickins e Pat Rosalia. Em 1971, gravavam pela Capitol Records o álbum “Jukin”, com uma mistura de Jazz e Stantard com sabor retrô, que satisfez tanto o mercado do Pop quanto do Jazz.

 Hauser dissolve o grupo e tenta com outros integrantes, como o compositor Alan Paul e os vocalistas Laurel Masse e Janis Siegel.  Surgia então o grupo mais quente da década de setenta. Um quarteto vocal borbulhante, engraçado e nostálgico. Esta política de Pop- Jazz intrigante que representa um ponto de virada na carreira é ainda mais refinado no álbum “Meca For Moderns" de 1981, com produção de Jay Graydon, que altera as cartas na mesa, sem qualquer invasão, abordando temas diferentes e dando uma multi- identidade original.


 Apoiado por uma banda de músicos de talento comprovado, como David Foster, Steve Gadd, Victor Feldman, Tom Scott, Steve Lukather, Abraham Laboriel e Michael Boddicker, "Meca For Moderns” é um trabalho nobre de Pop e Jazz, com ares de West Coast Sound. A escolha do repertório é dividido entre músicas novas padrão e esclarecido, onde os melhores momentos podem ser rastreados em "On The Boulevard”, uma versão maravilhosa de "(The Word Of) Confirmation”, de Charlie Parker com letra de Eddie Jefferson. Em “Boy From New York City", temos um fantástico Doo-Bop.  E finalmente, o delicioso “Spies In The Night", que parece vir de um thriller anos sessenta. Um álbum saborosíssimo.


Track List:


1. On the Boulevard 
2. Boy from New York City 
3. (Wanted) Dead or Alive
4. Spies in the Night 
5. Smile Again 
6. Until I Met You (Corner Pocket) 
7. (The Word Of) Confirmation 
8. Kafka 
9. A Nightingale Sang in Berkeley Square 



terça-feira, 27 de agosto de 2013



O produtor Gary Katz reuniu-se pela primeira vez com Donald Fagen e Walter Becker em 1970, quando os dois estavam se apresentando em clubes de Nova York. Foi então oferecida a oportunidade de formarem uma banda em Los Angeles, colocando Fagen e Becker como compositores.

No ano seguinte, convencido do talento dos dois, o produtor organiza a estreia oficial do Steely Dan, recrutando Jeff Baxter e Denny Dias, o baterista Jim Hodder e o cantor David Palmer. Iniciava-se aí, um dos períodos mais belos do Rock. Em 1972, a banda lançava seu primeiro álbum, “Can’t Buy A Thrill”. Com letras cheias de ironias, o Steely Dan nos presenteia primorosamente com um mix de ritmos latinos, harmonias jazzísticas e expressividade pop.


Existem grandes faixas neste disco que são coisas finas, como o trabalho extraordinário de guitarra de Jeff Baxter em ”Change Of The Guard”, o solo de sitar em “Do It Again”, os sublimes arranjos de baixo de Becker em “Turn That Heartbeat Over Again”, e sem falar no solo de guitarra de Elliot Randall em “Reelin’ In The Years”, considerado por Jimmy Page como o melhor solo de guitarra de todos os tempos. “Only a Fool Would Say That” e “Dirt Works”, com os vocais de David Palmer, completam o trabalho da forma mais positiva. O álbum, impulsionado pelo hit “Do It Again” e “Reelin 'On The Years” entra no Top 20 dos EUA e permanece um ano nas paradas da Billboard. A nova estética do Pop desembarcou.

Track List:

1. Do it again 2. Dirty works 3. Kings 4. Midnite cruiser 5. Only a fool would say that 6. Reelin' in the years 7. Fire in the hole 8. Brooklyn 9. Change of the guard 10. Turn that heartbeat over again.











sábado, 24 de agosto de 2013



Rádio Taxi foi uma banda surgida em São Paulo no início dos anos anos 80, quando o Rock de fato começava a se firmar no Brasil. Os seus integrantes vinham de outras duas bandas icônicas, como o Secos e Molhados (Wander Taffo), e do Tutti Frutti (Lee Marucci e Willie De Oliveira), banda de apoio da cantora Rita Lee na fase Glam Rock.

A sonoridade era típica das bandas do AOR desse período e falava bastante aos corações aquecidos dos jovens da geração saúde. Em seu primeiro álbum de 1982, a banda se destacava com um som bem ensolarado e com músicas compostas por Nelson Motta ("Vai e Vem"), Rita Lee e Roberto De Carvalho ("Coisas De Casal"), Guilherme Arantes ("Ana") e até de Roberto e Erasmo Carlos, numa regravação de "Quero Que Tudo Vá Pro Inferno", além do clássico "Garota Dourada", que tocou a exaustão nas rádios FMs da época. Um trabalho delicioso, que escutado nos dias de hoje, vai  acender a chama de uma nostalgia de que só quem viveu essa década, sabe como foi inesquecível.

Track List:

1. Vai e Vem, 2. Coisas De Casal, 3. Dentro Do Coração (Põe Devagar), 4. Ana, 5. Caramujo, 6.Conversa Fiada, 7. Abelha Rainha, 8. Pedra De Talismã, 9. Quero Que Vá Tudo Pro Inferno, 10. Garota Dourada.










sexta-feira, 23 de agosto de 2013



O carioca Eumir Deodato de Almeida, mais conhecido simplesmente como Deodato, é mais um daqueles gênios musicais que o Brasil que não obtêm reconhecimento aqui. Morando nos EUA há décadas, Deodato logo se tornou um dos produtores e arranjadores mais requisitados e premiados do mundo.

Já produziu mais de 500 discos, dos quais 15 foram discos de platina e inúmeros Grammys. Trabalhou com artistas tão variados quanto Frank Sinatra, Earth, Wind & Fire, Titãs e Björk. Começou sua carreira no início dos anos 60 ao lado de Roberto Menescal, em pleno auge da Bossa Nova. Seu primeiro trabalho como arranjador foi para o álbum de estréia de Marcos Valle. No final dessa década, seu muda para os Estados Unidos. E já nos anos 70, deixou de lado o estilo com que vinha trabalhando e passou a experimentar variações do Jazz, do Funk e dos ritmos latinos. Viveu sua fase áurea ao obter sucessos com as regravações de “Also Sprach Zarathrusta” e “Raphsody In Blue”, onde fazia uma releitura desses dois clássicos, colocando-os no ambiente da Black Music.

No final dos anos 70, já começa a aderir um som mais voltado para o West Coast Sound. Nessa sua nova fase, se destacam os álbuns "Love Island" de 1978 e "Night Cruiser" de 1980. Nesse último, mostra um Eumir Deodato com instrumental mais carregado, ao fazer uso de instrumentos convencionais e eletrônicos. Porém, mantendo o seu estilo próprio de fazer música boa, que o define em sua carreira triunfante. Aqui se destacam as participações de Ronald Bell, guitarrista do Kool & The Gang na faixa "Uncle Funk". Todos os registros são realizados sem vocais. E Deodato é tão fabuloso arranjador e produtor como sempre foi.


Track List:

1. Night Cruiser, 2. East Side Strut, 3. Skatin', 4. Uncle Funk, 5. Love Magic, 6. Groovation.




















quinta-feira, 22 de agosto de 2013



Average White Band foi um dos melhores grupos composto por músicos brancos a fazer um Soul de primeiríssima. Surgida na Escócia em 1972, teve sua formação original composta por Alan Gorrie, Malcolm Duncan, Onnie McIntyre, Michael Rosen, Roger Ball e Robbie McIntosh.

Já nos primeiros anos de atividade, a  banda obteve um enorme sucesso com os fantásicos álbuns“Cut The Cake”, de 1975 e “Soul Searching”, de 1976. Ambos produzidos por Arif Mardin, a banda se movia cada vez mais espessa e convicta para um suave e elegante Pop-Soul. “Shine” de 1980, é um ponto culminante dessa mudança de estilo. Um disco onde os trilhos nos levam para os territórios feitos de melodias atraentes.


A produção de David Foster é uma garantia e as composições de Hamish Stuart e Alan Gorrie é reforçada por Roger Ball, com os especialistas Ned Doheny e Bill Champlin. As melhores faixas são as baladas ”For You, For Love”, ‘If Only For One Night”, a bela “Whatcha 'Gonna Do For Me” e os funks “Our Time Has Gone” e “Let’s Go Round Again”. Verdadeiras lições de Soul Music, com base em conceitos que são aparentemente simples. Mas difíceis de montar e moldar, principalmente por uma banda que está geograficamente longe das raízes da Black Music. Pura destilação escocesa de alma negra.


Track List:

1. Our time has come 2. For you, for love 3. Let's go round again 4. Whatcha' gonna do for love 5. Into the night 6. Catch me (before I have to testify) 7. Help is on the way 8. If love only lasts for one night 9. Shine.















quarta-feira, 21 de agosto de 2013



Alan Sorrenti começou sua carreira se utilizando da experimentação vocal e progressivas, que o haviam consagrado como um dos músicos mais importantes da Itália, trabalhando ao lado de artistas como Jean Luc Ponty .

Com a mudança dos ventos, Sorrenti se entregava agora ao pop e a disco music, que fez o artista disparar nas paradas italianas. “Figli Delle Stelle” de 1977, vendeu um milhão de cópias e é de fato, um evento por parte dos fãs do AOR.  No álbum, a linha entre o pop e a dance music é quase invisível, para provar que a música criada para a pista de dança pode ter uma dignidade, uma credibilidade incontestável da moda. 
Sorrenti decide gravar em Los Angeles com arranjos simples.  O carro chefe é a faixa título, que começa com uma improvisação de David Foster e em seguida, explode em um riff inconfundível de Jay Graydon.


 As outras canções são quase todas em paralelo, bem ritmadas e melódicas no ponto certo. Os melhores exemplos são ”Donna Luna”, “Un Incontro In Ascensore”, “Casablanca” e uma famosa canção napolitana tradicional,“Passione”.  A mente e a cabeça dos arranjos ficou a cargo de Jay Graydon, que cria um som orgânico e muito bem gerido como um todo.  Baladas atmosféricas, climas dançantes, elegante e atraente, construção impecavelmente interpretada por músicos como o ítalo-norte-americano Steve Forman, o referido David Foster, Ed Greene, David Hungate, Walter Wartino e Nicola Di Stasio, para um produto italiano de exportação.


Track List:

 1. Figli Delle Stelle 2. Donna Luna 3. Passione 4. Notte di Stelle 5. E Tu Mi Porti Via 6. Un Incontro in Ascensore 7. Casablanca 8. C'e Sempre Musica Nell'aria 9. Tu Sei Un'aquila E Vai.






terça-feira, 20 de agosto de 2013



Originalmente da banda de blues com Steve Miler, Boz Scaggs chegou lentamente a um tipo de Pop-soul, que somente ele e alguns outros de sua geração sabem fazer.

Com este disco, Scaggs confirma a ideia vencedora que começou com Silk Dregrees e continuou com Down Two Then Left, seus dois álbuns anteriores.  Em “Middle Man” de 1980, o pop-soul mais culto e refinado da década está selado nesse trabalho. Onde as fronteiras entre a escrita da música e entretenimento de alta estão se tornando cada vez mais diluído.


Nove canções que visam para o mainstream com mais versatilidade e capacidade de atração. Os destaques ficam com “Isn’t Time”, “You Can Have Anytime” e “Jojo”. Um tesouro para estações FM do AOR.

Track List:

JoJo / Breakdown Dead Ahead / Simone / You Can Have Me Anytime / Middle Man / Do Like You Do in New York /Angel You / Isn't It Time / You Got Some Imagination.







sábado, 17 de agosto de 2013



Depois do sucesso de “Luz”, produzido por Ronnie Foster em 1982, Djavan, coloca suas melhores roupas novamente com este álbum produzido por ele mesmo, em colaboração com Erich bulling.

Mesmo que todo cantado em Português, “Lilás” de 1984, é para os amantes do pop Californiano, definitivamente o trabalho mais agradável. Assim como no anterior, esse álbum foi todo gravado em Los Angeles e possui nove temas de fusão, entre o funk, o soul e o pop. Onde podem ser sentidos no samba “Obi”, assim como a participação de muitos dos músicos mais importante do West Coast. Entre os quais, David Foster.


 A balada “Esquinas” com Ernie Watts no sax tenor, o soul-jazz de “Infinito”, com um belo solo na guitarra elétrica e as excelentes melodias de “Miragem” e “Liberdade”. O álbum é muito bem organizado por David Foster, com canções que têm todo o sabor do peso leve e forte da música pop.

Track List:

1-Lilás 
2-Infinito 
3-Esquinas 
4-Transe 
5-Obi 
6-Miragem 
7-Íris 
8-Canto da Lira 
9-Liberdade 









sexta-feira, 16 de agosto de 2013



Clarinetista de jazz desde os 12 anos, Rupert Holmes foi uma criança prodígio que nasceu na Inglaterra e cresceu em Nova York. Suas canções foram trazidas para o sucesso de artistas internacionais como The Platters, Dionne Warwick, The Drifters, Manhattan Transfer, Dolly Parton, Barry Manilow, Engelbert Humperdinck e Gene Pitney.

Ele foi um produtor de Babra Streisand, autor de trilhas sonoras para cinema, musicais da Broadway, além de escritor e poeta de sucesso. Em suma, um artista em 360 graus. Após quatro discos solo, ainda não era conhecido do grande público. Com "Partners in Crime" de 1979, alcança o sucesso e popularidade em todo o mundo, graças a dois singles bem produzidos: "Escape (The Pina ColadaSong)" e "Him".  


O álbum é dividido em moldes musicais num nível de estrutura comum na grande tradição mainstream do pop norte-americano. Entre as melhores coisas aqui, além das atraentes "Him" e "Partners in Crime", são a balada "Nearsighted”, o jazz "Get Outta Yourself" e fechando com chave de ouro com o pop "In You I Trust." Dimensões do grande compositor capturado e retido no brilho de uma aguda sensibilidade melódica.

Track List:

1. Escape (the pina colada song) / 2. Partners in crime / 3. Nearsighted / 4. Lunch hour / 5. Drop it / 6. Him / 7. Answering machine / 8. The people that you never get to love / 9. Get outta yourself  / 10. In you I trust.








quinta-feira, 15 de agosto de 2013



O saxofonista, tecladista e compositor Tom Saviano é um dos mais solicitados sessioman. Ele já trabalhou com muitos artistas do pop e do soul, incluindo Earth, Wind & Fire, Brenda Russell, Tom Scott, Sheena Easton e Rahsaan Patterson.

O projeto "Heat" de 1980, nasceu durante a gravação do álbum "Don’t Cry Out Loud" da cantora Melissa Manchester em Los Angeles, quando Saviano, o ex-arranjador e músico de estúdio dos outros dois discos da artista, assim como os dois vocalistas Jean Marie Arnold e Joe Pizzulo.  Saviano organizou e escreveu todas as composições com um ar de pop-soul-funky e grandes inserções de Steve Madaio, Jerry Hey, Chuck Findley e Bill Reichenbach.


É o charme de uma fronteira deliciosa que lembra o som das melhores produções do Earth, Wind & Fire que podem ser  representadas em músicas como "Whatever It Is" e "Don’t You Walk Away" e as baladas "This Love That We've Found" e"Just Like You”. A presença de músicos como David Foster, Neil Stubenhaus, Steve Porcaro, Thom Rotella e Harvey Mason, dão a pegada clássica e requintada ao AOR.  Após este trabalho, Saviano vai dissolver o grupo e continuar na carreira de estimado sessionman. Um álbum lendário e cultuado.

 Track List:
1. Just Like You 2. It’s Up To You 3. This Love That We’ve Found 4. Don’t You Walk Away 5. Pickin’ And Choosin’ 6. Whatever It Is 7. Side Steppin’ 8. Billet Doux.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013



Russ Taff é um dos mais importantes artistas da Música Cristã Contemporânea. Em sua carreira, ele já ganhou sete Grammy Awards e recebeu onze vezes o prêmio Dove, o prestigioso reconhecimento da indústria da Associação de Música Gospel. Tudo começou em Farmersville, Califórnia, onde seu pai era um pregador e o jovem Russ cantava hinos na igreja. A adolescência é então passada em Arkansas, perto de Hot Springs,  onde formou no início dos anos 70 um grupo chamado Sound of Joy, com quem teve a grande oportunidade de abrir para The Imperials, a lendária banda de gospel branco formado em 1964 e mais tarde tornou-se uma verdadeira instituição de seu tipo.

Após alguns anos a The Imperials estava procurando um novo cantor de solo e Taff entrou na formação em 1977, onde permaneceu até 1981 lançando seis disco:  “Sail On” de 1977 e “Priority” de 1980, recebendo vários prêmios, incluindo dois Dove Awards de melhor cantor. Deixando o grupo, Russ Taff foi capaz de construir uma sólida carreira solo e imediatamente abriu com “Wall Of Glasses”  de 1983, produzido por Bill Schnee,  com os melhores músicos de estúdio em Los Angeles. O álbum foi recebido com entusiasmo, recebendo o Prêmio Grammy de melhor interpretação gospel masculino, chegando ao topo das paradas da Contemporary Christian, impulsionado pelo single “We Will Stand”. Uma canção comovente, que falava de um pregador Afro-americano, que tinha sido proibido de anunciar o Evangelho numa igreja de um pastor branco. Com o “Medalls” de 1985, o artista elabora ainda mais o som do trabalho anterior, movendo-o para mais um trabalho do AOR.


 As letras quase todas escritas pelo artista, juntamente com sua esposa Tori, é de uma inspiração religiosa inquestionável. O álbum  reúne todas as características do AOR/West Coast, através de baladas elegantes de  pop-rock com influências vocais corais R&B. O trabalho foi na verdade gravado em Hollywood com as valiosas contribuições de James Newton Howard, Dann Huff, Michael Landau, Neil Stubenhaus, Robbie Buchanan, Bill Champlin, Tommy Funderburk e Tata Vega. Existem várias músicas de pico, variando do AOR clássico como a faixa-título para as baladas de “Here I Am” e”Silent Love”. Mas o nível de perfeição é atingida com a soberba “Not Gonna Bow”, com um maravilhoso trabalho de guitarra de Michael Landau e Dan Huff. “I’ve Come Too Far” é  uma canção bem badalada assinada por Roby Duke, com belas performance vocal de Tata Vega e um solo de guitarra fantástico e a pérola pop“I’m Not Alone”, escrita pelo compositor canadense Paul Janz, completam o disco. Após este álbum, a música de  Taff passará por uma metamorfose gradual dirigida a um som mais country.

Track List:

01 Vision 
02 I'm Not Alone 
03 Medals 
04 Not Gonna Bow 
05 Here I Am 
06 I've Come Too Far 
07 Silent Love 
08 How Much It Hurts 
09 Rock Solid 
10 God Only Knows












terça-feira, 13 de agosto de 2013



“Vem cá, amor, me dá um beijo. Pra mim o seu olhar tem ondas feito o mar.” Foi com esses versos que Marina (atual Marina Lima) convidou a todos para ouvirem “Olhos Felizes” de 1980, seu segundo álbum. Estamos enfim na década de 80 quando a música pop brasileira irá se sagrar assim como o rock Brasil e Marina será figura de destaque em ambos, aliás, vai ser nesse período que Marina viverá o ápice do seu sucesso.

Após uma boa estréia com o álbum “Simples como Fogo”, a cantora deixou a gravadora WEA e se transferiu para a Ariola, que hoje faz parte do catálogo da Universal Music. Com grande parte das canções compostas por Marina e seu irmão Antonio Cícero foi com esse álbum que Marina teve seu primeiro sucesso com repercussão nacional: “Nosso estranho amor”. Um dueto com Caetano Veloso, que também compôs a canção. Considerado pela cantora um álbum linear em termos de sonoridade, Olhos felizes é um de seus trabalhos mais agradáveis. Romântico, positivo e feliz. O rosto de Marina totalmente impresso ocupando toda a capa do LP com um sorriso tímido, porém revelador de uma felicidade enorme. Esse é o clima do álbum que já fica escancarado na primeira canção, “Olhos felizes”: eu gosto de olhar o mundo, não ligo pro que dizem, meus olhos são felizes, diz Marina na canção. Marina está feliz, de bem consigo e consequentemente vê as coisas de uma forma mais positiva. Até o arranjo da música traduz isso. Um sambinha extremamente compassado e dançante.


 Em “Só você”, uma canção solar, ela se declara que vive apenas para um ser e em “Rastros de luz” ela está ainda mais apaixonada. A ponto de se entregar por caminhos lascivos para chamar a atenção daquele que sequer a vê e que ainda assim ela se mantém muito por perto, uma forma primária de cantar o altar no escuro, talvez. Mas não amor sem dor e nem amor que se esqueça. Em “O amor que eu não esqueço” Marina está lamentando a perda desse amor. A dúvida do que levou ao fim, os choros da madrugada e o desejo da volta, está tudo nessa balada feita para se dançar de rosto colado. Mas quem disse que, apesar disso, não se pode ter uma “Doce vida” e se viver feliz, livre, poder fazer o que quiser independente das situações? É esse o recado dessa canção composta por Rita Lee. O disco teve os arranjos produzidos por Lincoln Olivetti e participação de Robson Jorge na faixa “As vezes com quem amo”. Sabendo que esses dois são praticamente lendários para a contribuição da influência do West Coast Sound dentro da MPB, “Olhos Felizes” é um luxo no gênero e uma pérola na discografia da cantora Marina Lima.

Track List:


  1. Olhos Felizes
  2. Nosso Estranho Amor
  3. Só Você
  4. Rastros de Luz
  5. Amor Que Não Esqueço
  6. Doce Vida
  7. Seu Sabão
  8. Corações a Mil
  9. Meu Menino, Dorme
  10. Às Vezes Com Quem Eu Amo

                                                                      

segunda-feira, 12 de agosto de 2013



Pode não ser o melhor álbum de Paul Davis, mas é certamente o mais bem sucedido. Três singles entraram nas paradas e está incluído aqui  em"Night Cool" de 1981. A canção-título é um belo exemplo da quintessência do pop californiano. Cadências rítmicas harmônicas, vocais suaves calibrados no refrão, individualidade concisa e sem falhas.

Em qualquer lista de AOR/West Coast, "Night Cool" sempre deve ser incluído como um clássico dos clássicos. Davis já tinha escrito outras boas canções como "I Go Crazy" e "Do Right”.  E este, seu primeiro e único álbum na gravadora Arista, viria a se tornar o trampolim para uma declaração definitiva a nível internacional.


(Capa Da Reedição Japonesa)

 Os sucessos "'65 Love Affair" e "Love or Let Me Be Lonely", foram realmente de muita importância. Porém, Davis foi um compositor que tocou a música do coração e incapaz de fazer registros impostos por contratos.  Passou meses no estúdio de gravação esperando a mente estar livre do tédio. Canções como "Gettin 'Somebody To You" e "You Came To Me" é uma mediação em querer estar atualizado a todo custo em um terreno de melodia cristalina. Sozinho, decepcionado com o show-biz, o artista fechou sua relação com a Arista e assinando para uma pequena etiqueta, a  "Razor & Tie". Escrevendo principalmente para outros artistas do país, incluindo Steve Wariner, Tanya Tucker, George Strait, Dan Seals, Mark Chesnutt. Como ponderou em seu retorno ao solo, Paul Lavon Davis morreu aos 60 anos de parada cardíaca no dia 22 de Abril de 2008 em sua cidade natal Meridian no Mississippi.

Track List:

1. Cool night
  2. You came to me
  3. One more time for the lonely
  4. Nathan Jones
  5. Oriental eyes
  6. '65 love affair
  7. Somebody's gettin to you
  8. Love or let me be lonely
  9. What you got to say about love
  10. We're still together.



sábado, 10 de agosto de 2013



Donald Fagen é conhecido pelo seu uso harmônico jazzístico e arranjos elaborados. Ao lado de Walter Becker, foi um dos cofundadores e cantor principal da banda Steely Dan.  Em 1982, lançou-se numa carreira solo de sucesso, com apenas três álbuns lançados.

“Nightfly” foi o seu primeiro trabalho nesse formato, onde faz um disco autoral, ao encarnar o personagem de um DJ chamado Lester Nightfly, que nos oferece o seu programa da fictícia Rádio WJAZ, que toca música para a noite da Califórnia e mistura delicadamente o sonho de seu microcosmo artístico. Após a conclusão da experiência do Steely Dan, Donald Fagen está finalmente pronto a lidar com algo que sempre soube ser discretamente cortejado. Este trabalho solo, apoiado por uma variedade de inspiração e força coesiva encantadora, é de uma musicalidade radiante. Há uma pausa ou um momento tácito entre estas músicas. Ela gira em torno de uma superestrutura.

 Parece incrível, mas o que é mais impressionante é a reconstrução de um antigo amor apaixonado e pesquisado com devota disponibilidade. E o pop sobreposto ao jazz melancólico para deliciar essas pontuações vocais e instrumentais refinados. É um sentimento que vai embora apenas para o prazer de voltar, quando Lester Nightfly vê a primeira luz da aurora, e você percebe que quando sonha verdadeiras dimensões do tempo, ele passa rápido demais. Para nós, este é o acabamento de criatividade luminosa.

Track List:

1. I.G.Y. 2. Green flower street 3. Ruby baby 4. Maxine 5. New frontier 6. The nightfly 7. The goodbye look 8. Walk between raindrops.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013



O baixista, guitarrista, tecladista e cantor Alan Gorrie, foi um dos fundadores da banda escocesa Average White Band, fundada em 1972. Apesar de estar longe das origens, a banda tinha um som extremamente black. Dez anos depois, era lançado o álbum "Cupid's In Fashion", que estabelecia a dissolução temporária do grupo.

Gorrie então arriscava no terreno da carreira solo e em 1985 co-produzia ao lado de Jay Gruska o álbum "Sleepless Nights".  A primeira intenção do artista, era de renovar o som com que já estava habituado a lidar, se beneficiando de teclados eletrônicos, em um mundo complexo  dominado pelo Soul e pelo Funk.
Nas faixas como "That Kinda Of Girl" e "I Can't Take It", são de um badalado pop, muito poderoso e agressivo. Já em "Diary Of a Fool" temos uma sofisticação, assim como na canção título "Sleepless Night". É um belo disco que merece ser descoberto.

Track List:
 1. Up
   2. Electric between us
   3. Diary of a fool
   4. That kinda girl
   5. I can take it
   6. The girl upstairs
   7. Sleepless nights
   8. The age of steam
   9. In the jungle.









quinta-feira, 8 de agosto de 2013



George Duke infelizmente nos deixou no último dia 07/08.  Fã declarado da música brasileira, foi um verdadeiro gênio, que por muitos anos, trabalhou ao lado músicos bem conhecidos como Frank Zappa, Jean Luc Ponty, Billy Cobham, o tecladista encontrou as idéias para gerir-se com sorte numa carreira solo dividido entre o jazz e o funky, mas sempre com muita classe. 

Tecladista básico, muito percussivo, sua música é esmagadora e convincente. Em meados dos anos setenta, o artista mudou lentamente seu estilo, até chegar a uma produção de qualidade funky-soul, bem escrito e executado. "Dream On" de 1982 é um dos melhores álbuns desta mudança.  Duke que além de assinar todas as músicas e jogar um número infinito de teclados (Profeta, mini-moog, Rhodes, piano acústico, clavinet) é também responsável pelos vocais.

O álbum é peculiar e tem ingredientes que são os grandes atrativos . Tudo jogado com idéias técnicas e interessante de um time de confiança que conta com a presença de Byron Miller, Leon Ndugu Chadler, Michael Sembello, Charles Icarus Johnson, Paulinho Da Costa, a seção de metais do Seawind, os coros de Jean Carn, Carl Carwell, Flora Purim e a direção de orquestra confiada a Charles Veal.  Aqui temos músicas no estilo do Earth Wind & Fire, como "Let Your Love Shine" e "I Will Always Be Your Friend", que são dois magníficos exemplos de alma jovial.  Um belo trabalho dentro do gênero AOR de um grande artista que vai deixar muitas saudades.

Track List:
1 . Shine On 2 . You 3 . Dream On 4 . I Will Always Be Your Friend 5 . Framed 6 . Ride On Love  7. Son Of Reach For It (The Funky Dream) 8 . Someday 9 . Positive Energy 10 . Let Your Love Shine.













 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013



Projeto único para dois sábios em termos de mistura de sons.  Jay Graydon e David Foster alargam os horizontes do pop branco até que ele esteja intimamente ligado com as coordenadas da música negra. “Airplay” de 1980 parece mexer com o gênero popular, mas bem familiarizado com a arte da substância de ver uma luz no fim do túnel e nos dar um grande frescor sonoro.

 Essas músicas são um contínuo em construir melodias, arranjos, enriquecer o contratempo, dançando com a rodada rítmica sincopada, mudando e acelerando batidas rítmicas. Quando lançado, esse excelente trabalho passou totalmente despercebido.  Isto aqui é mais do que um simples trabalho de dois grandes artistas, é um glossário para ser examinado com cuidado.  Necessário para as necessidades do som moderno de pop Hi-tech, bem como um distintivo precioso e espetacular de uma espécie de sobrevivência perpétua. Um álbum único dentro do gênero AOR, feito por dois gênios que por um longo tempo, foram as mãos decisivas de vários artistas do nosso tempo. Para ser ouvido no volume máximo.

Track List:
1. Stranded / 2. Cryin' All Night / 3. It Will Be Allright / 4. Nothin' You Can Do About It / 5. Should We Carry On / 6. Leave Me Alone / 7. Sweet Body / 8. Bix / 9. She Waits For Me / 10. After The Love Is Gone.